A Bela e a Fera

O leitor que acompanha este espaço com mais frequência sabe que filmes como “A Bela e a Fera” não são o alvo preferido deste escriba. Apesar de grande apreciador dos musicais de forma geral, não sou muito afeito a fantasias. Pois abri uma honrosa exceção para o filme de Bill Condon e não me arrependi. A mais nova versão da famosa animação da Disney – já montada e filmada inúmeras vezes – é uma beleza de se ver. É um musical clássico, em que se nota, assim como no teatro, uma clara separação entre os atos, com destaque especial para a direção de arte, os figurinos e, no caso em tela, os efeitos que transformam seres inanimados em personagens com vida, interpretados por atores de verdade, o que o cinema de hoje chama de live-action.

A história vem da França e é conhecida: um príncipe, enfeitiçado por uma bruxa, se transforma em uma fera (ou um monstro). O feitiço só será quebrado quando a fera encontrar o amor verdadeiro e for por ele correspondido. Preso em um castelo abandonado, a fera (Dan Stevens) não vê perspectiva até encontrar Belle (interpretada por Emma Watson, escolhida a dedo para o papel). O elenco de apoio, que dá voz e vida aos personagens inanimados, é de respeito e conta com nomes como Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson e Stanley Tucci. Em papéis de carne e osso, estão Kevin Kline, como o pai de Belle; Luke Evans, ótimo como o canastrão Gaston, que tenta conquistar Belle; e Josh Gad, que interpreta LeFou, o ajudante de Gaston.

O filme de Bill Condon é uma versão bem moderna de um conto de fadas do século XVIII, com direito a uma princesa feminista e um personagem gay (LeFou), justamente o responsável por alguns dos momentos mais engraçados do longa. No final das contas, “A Bela e a Fera” é um ótimo musical, com roupagem moderna, produção impecável, muita magia, e a qualidade que é, há tempos, marca registrada da Disney.

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Philipe Deschamps Written by:

Philipe Deschamps é jornalista, comentarista de esportes e cinema. Tem uma coluna de cinema, todas as sextas-feiras, na Rádio MEC (800 AM), no programa Arte Clube, às 18.45 hs.

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